Laptopalooza!

Testes de notebooks existem aos montes por aí. Todos em uma linguagem tão técnica que o leitor acaba em dúvida: “Mas, afinal, depois de ler esses numerozinhos todos, qual modelo eu compro?” Para acabar com esse problema, fizemos um teste que até sua avozinha do interior vai entender.

Por Henrique Cesar Ulbrich

Na edição 3, publicamos um teste de notebooks com Vista que mostrava alguns dos modelos disponíveis na época. Oito meses depois, vimos que muita coisa mudou, que temos mais modelos à venda e que os preços despencaram vertiginosamente. Lá, dizíamos que seu próximo PC seria um notebook. Orgulhosamente, já podemos afirmar que nossa previsão está se tornando realidade: essas maquininhas maravilhosas estão se espalhando por aí como fogo morro acima em tempo de seca. Hoje, 15% dos computadores vendidos no Brasil são portáteis, e a tendência é que essa proporção se aproxime mais da média mundial, de 30%.

Ao contrário do que acontecia há alguns anos, um notebook não é mais um mero acessório reservado a altos executivos ou ricaços que acendem charutos com notas de cem (dólares). Hoje, um grande número de pessoas possui algum modelo de computador móvel em detrimento de um PC de mesa; não como acessório, mas como computador principal. Motivos não faltam: há a praticidade, há o fato de que os laptops estão cada vez mais igualando seu desempenho ao de seus irmãos maiores e há até mesmo a vantagem de que, muitas vezes, eles ocupam um espaço menor. Mas o que pesa principalmente é o fato de que os preços já estão comparáveis aos de um PC de mesa. O notebook mais barato desta edição pode ser comprado por cerca de R$ 1.600 e nem é assim tão pelado – muito pelo contrário, é uma máquina respeitável.

Assim como você é o que come, seu laptop será o que você pagar por ele. Com raríssimas exceções, um micrinho de R$ 10 mil (como o pequeno Sony Vaio TZ25AN) vale mesmo todos os dez barões que você vai rapar da poupança. Um Mirax MS4240, o tal que custa R$ 1.600, é muito honesto pelo que se paga por ele, mas, obviamente, terá muito menos recursos e poder de processamento do que o mais caro. Os números de nossos testes mostram isso claramente.

Por isso, e atendendo a pedidos de diversos leitores, nosso diretor editorial nos lançou um desafio: um superteste com 25 notebooks classificados em diversas categorias e que atendem a vários perfis de usuários. Aceito o desafio (que remédio? Ele é o chefe…), fomos atrás dos tais objetos de desejo e os submetemos a estressantes e completos testes de desempenho e autonomia. Em vez de 25, pegamos um total de 34 para teste – iam ser até mais, mas nem todos chegaram a tempo. Os resultados você vê aqui.

Os testes

Como eram muitos notebooks, dividimos a refrega em duas partes: na presente edição, testamos os equipamentos pessoais e, para o mês que vem (Windows Vista Especial – Pequenos e Médios Negócios), trataremos dos laptops profissionais. Tanto os caseiros como os workaholics foram divididos em diversas categorias, levando em conta preço e recursos oferecidos. Todos os que passaram nos testes (mas nem todos os que foram testados, conforme explicaremos a seguir) serão mostrados.

Cada um dos perfis de usuário tem suas necessidades e as levamos em conta para definir as categorias nas quais os equipamentos seriam encaixados. Por exemplo, os laptops para estudantes – que, normalmente, estão num estado meio “Durango Kid” – têm que custar menos de R$ 2.000, sem discussão. Já os usuários domésticos normais precisam de um pouco mais de poder de processamento, mas não dispõem de um orçamento tão folgado. Para eles, as máquinas precisam servir para trabalho e diversão sem comprometer o desempenho, devem permitir ser ligadas à TV para funcionar como Media Center e, mesmo assim, não podem custar mais de R$ 3.000. Se dinheiro não for problema e o leitor estiver ávido por desempenho e recursos, há uma categoria com bólidos acima de R$ 3.000 que, literalmente, voam e fazem “de tudo”. Por fim, para quem quer mobilidade, uma última categoria com os menores notebooks que pudemos encontrar – mas, aí, já não faz sentido falar em preço.

Em adição a isso, uma constatação: as redes Wi-Fi já são carne-de-vaca. Qualquer boteco melhorzinho, praticamente todas as empresas e a maioria das faculdades e universidades possuem redes sem fio. Sem falar nas residências, onde isso também já é comum. Talvez por esse motivo, todos os laptops recebidos, do mais barato ao mais caro e até mesmo os reprovados, conseguem se conectar a uma rede Wi-Fi.

Os testes foram eliminatórios, mas não classificatórios. Não há nenhum queridinho da professora entre os aparelhos aprovados. A única condição de que fizemos questão foi reprovar equipamentos que se saíram mal. Acredite, recebemos um número muito grande de notebooks e nem todos chegaram às nossas páginas. Quem está aqui o fez por mérito próprio. Se quiser conhecer os detalhes dos testes e os scores de cada uma das máquinas, visite-nos em www.revistawindowsvista.com.br/notebooks.

 

Laptops aprovados nesta edição, divididos em categorias:

(clique sobre cada um dos modelos para ver suas fichas técnicas e uma tabela comparando-os com os outros modelos de mesma categoria)

 

Estudantes

  • HP Compaq Presario C720BR

  • Mirax MS4240

  • Positivo Mobile V44

 

Home User – Entrada

  • Microboard Innovation

  • Positivo V126

  • HP Pavillion dv6650

  • Infoway Note W7635

  • Dell Vostro 1000

Home User – Desempenho

Home User – Mobilidade

  • Positivo Mobile W98

  • Microboard Ellite

  • LG E200

  • Sony Vaio TZ25AN

 

Conlusão

(Tá, e daí: O que é que eu compro?)

Tem muita gente ranheta por aí que acha que os computadores móveis nunca substituirão os PCs de mesa. Não queremos aqui apontar o dedo para o nariz de ninguém, mas, temos certeza, essa teimosia está baseada em dados falsos. Os chatos de plantão assumem que:

  1. Os notebooks nunca vão igualar os computadores de mesa em termos de desempenho e recursos;
  2. Os notebooks sempre serão caros.

Como vimos nesta edição, isso é mito.

O Microboard Innovation SR, por exemplo, custa apenas R$ 2.199 – o preço de uma máquina de mesa com uma configuração nem tão espetacular assim. Só que o SR vem com um enorme HD de 120 GB, 2 GB de memória RAM e um possante motor Core 2 Duo de 1,5 GHz. Agora, faça um esforço de memória e pense: em março de 2007, existiam PCs com essa configuração, mesmo de mesa? A resposta é óbvia, e a conclusão mais ainda: praticamente todos os notebooks que mostramos neste mês são muito melhores que os PCs de um ano atrás. Ou seja: vale a pena aposentar seu micro de mesa por um deles.

Dentre os modelos testados, vários chamaram a atenção por suas características marcantes. Tomemos o Positivo W98, o LG E200 e o Microboard Ellite, por exemplo. Não saberíamos dizer qual deles escolheríamos de presente de Natal, caso a fissura da hora fosse por um ultraportátil. Por outro lado, se quiséssemos uma máquina realmente feita para multimídia, o HP Pavillion e o Sony Vaio FZ250 seriam as escolhas mais óbvias – embora cada um brigue numa faixa de preço diferente. Para profissionais liberais com orçamentos curtos, o Infoway W7635 é uma boa pedida e, para os estudantes – sempre sem grana –, o Compaq C720BR é um achado. O Dell Inspiron 1525 que testamos tinha uma configuração extra-avançada e custava caro por isso, mas, se você quiser, pode montar seu Inspiron “a la carte” no site da empresa e gastar tanto (ou tão pouco) quanto deseje.

Procuramos transformar a enxurrada de pontuações que produzimos com uma infinidade de softwares de prova em informações mais simples que você possa usar para escolher o seu notebook sem stress. O que importa é que você, querido leitor ou estimada leitora, muna-se de informações inteligíveis para poder sair às compras. Se quiser realmente escovar números e comparar, bit a bit, o desempenho de cada um dos notebooks testados e aprovados, visite a nossa página de testes em www.revistawindowsvista.com.br/notebooks.

Aguardem! Para o próximo mês, testaremos alguns laptops profissionais e empresariais para quem está afim de pegar no pesado.

 

 

Leia também: entenda como fizemos os testes .

 

 

Publicado originalmente na edição 7 - março de 2008.

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