Campus Party 2008: Astronomia e Tecnologia

Por dentro do Planetário, visitantes tiveram a oportunidade de conhecer como ele funciona.

Por Stella Dauer e Rodrigo Martin de Macedo

O Planetário Aristóteles Orsini, conhecido popularmente como Planetário do Ibirapuera, é considerado por muitos como arrepiante.

Embora não inspire medo, quando as luzes se apagam e o projetor é ligado, exibindo simulações do Universo, é impossível não se emocionar ou sentir arrepios. E na quinta-feira, dia 14 de fevereiro, às 23h30, visitantes da feira de tecnologia Campus Party puderam conhecer como funciona a magia do local.
Participantes puderam conferir de perto como é possível que uma imagem do espaço pudesse ser vista com tamanha fidelidade dentro de um salão abobadado. Antes foi apresentado uma das mais tradicionais sessões do local, "Os Planetas do Universo", que durou aproximadamente 30 minutos.

Passada esta pequena apresentação, os visitantes puderam conhecer alguns funcionários. Walmir Tomazi Cardoso, o Assessor da Secretaria do Meio Ambiente, tem formação na área de Astronomia, e falou com amor sobre o local, respondendo a todas as perguntas dos curiosos por tecnologia.
Walmir explicou que o projetor usado, fabricado pela Zeiss, é único, já que cada um destes equipamentos é feito exclusivamente para o local que o encomenda. Trata-se de um maquinário extremamente complexo, formado por lentes de vários tipos e que tem seu interior forrado de fibra ótica, material que colabora para que a imagem das estrelas oscile um pouco no seu brilho, o que contribui para a sensação de realidade. Existem, no projetor, saídas especiais para alguns elementos celestes, como para a Via Láctea, o Sol e a Lua.

Youssef, um dos operadores do Planetário, explicou que o caro equipamento do local, avaliado em R$ 5 milhões, roda sobre Windows NT. Depois de algumas manifestações de surpresa e descontentamento com a escolha, Youssef brincou, comentando que "seria bem melhor se fosse um Macintosh".
O software, produzido em uma versão antiga do sistema operacional da Microsoft, às vezes age de maneira inesperada, todavia não há muita opção para um equipamento tão exclusivo.

"Os alemães da Zeiss vieram e explicaram o funcionamento do software, que era um pouco desambientado do perfil do Brasil. Por isso, demos uma mexidinha para que ele se adaptasse melhor ao país", comentou Youssef.
Interessados, os dois operadores descobriram várias outras funcionalidades a respeito do equipamento e do software, que fazem com que as apresentações fiquem muito mais fascinantes.

 

Stella Dauer é nossa repórter e astrônoma na Campus Party 2008. Ela está infiltrada no meio dos campuseiros.