Untiny "desencurta" TinyURL e revela endereço original

Na contramão de sites como o TinyURL, Untiny deixa o usuário ver a verdadeira fonte dos endereços

Por Stella Dauer

Por causa de veículos de poucas palavras como o Twitter, pipocam na rede sites que encurtam os enormes endereços da internet para que possam caber nos diminutos 140 caracteres. Mesmo na mídia tradicional (e aqui mesmo na Geek) usa-se esse recurso com frequência. Todavia, muitos usuários reclamam da potencial insegurança desse expediente, o que levou à criação do Untiny, um “desencurtador” de URL.

Nem todos os usuários estão dispostos a confiar em links abreviados. Algumas pessoas temem esse tipo de site com receio de que um dia suas preciosas URLs se percam com o fechamento desses encurtadores. Outro problema é a tendência desses endereços atraírem os difusores de malware e phishing. Como não é possível ver o endereço original, não se pode saber para onde está indo. Os links encurtados podem, portanto, esconder ciladas que ficariam evidentes ao olhar a URL original.

Mesmo assim, abundam “encurtadores” uma vez que sua utilidade, especialmente quando se tem que redigitar o endereço, é evidente. Entre os mais famosos podemos citar o TinyURL (tinyurl.cc), mas outros também fazem sucesso como o is.gd e o bit.ly. Há serviços que fazem mais do que encurtar um endereço, também registrado quantas vezes uma URL foi clicada e de que países chegaram essas visitas, como o tr.im e o migre.me.

Para resolver esse impasse, um site vai na contramão desses encurtadores. O Untiny, que pode ser acessado pelo endereço untiny.me, tem como função principal revelar os verdadeiros endereços a usuários que moram em países onde esses sites que resumem URLs são bloqueados, mas serve também para quem quer ver de onde está vindo o que está prestes a clicar.

No site é informado com quais serviços ele trabalha. Uma extensa lista inclui todos os endereços citados acima, exceto o migre.me, num total de 103 encurtadores suportados.

Atualização em 29.jun.2009, 19:14: o seviço migre.me, após a publicação desta nota, passou a ser suportado.

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