Quase metade dos produtos Google está em versão beta

Entre eles estão serviços antigos, como o popular Gmail, lançado em abril de 2004.

Por Rodrigo Martin de Macedo

A palavra "beta" já é velha conhecida entre os usuários de computador. Quando aplicada aos softwares, a letra grega indica que um produto está em seu estágio de desenvolvimento e que, por não ser a versão final, pode conter erros. A dúvida agora é: a internet está mudando o sentido desta palavra?

A dúvida foi levantada após o site de análise Pingdom constatar que de 49 produtos oferecidos pela gigante de buscas Google, 22 ainda trazem a marca "beta", ou seja, 45% deles. O mais interessante, entretanto, é que produtos amplamente usados, que já tiveram mudanças substanciais em seu funcionamento, como é o caso do Gmail, no ar há quatro anos, continuam como beta.

Em um artigo publicado em seu blog, a Pingdom esclarece que o número não inclui os produtos do Google Labs, que trazem aplicações que podem ou não vingar no futuro, mas que se forem incluídos o número de betas subiria para 57%.

Um porta-voz da Google, em contato com o site TechWorld esclareceu que a companhia possui padrões internos muito elevados que devem ser atendidos antes que um produto saia de sua versão beta e que seus engenheiros trabalham para melhorar os produtos cada vez mais.

"Acreditamos que beta tenha um sentido diferente quando ligados às aplicações Web, onde as pessoas esperam melhorias contínuas em produtos. Na Web você não precisa esperar que a nova versão esteja na prateleira ou uma atualização se torne disponível. Melhorias são lançadas conforme são desenvolvidas", justificou o porta-voz.

O The Inquirer em um artigo intitulado "Quando a Google vai crescer?" aponta que pela justificação de porque o Gmail e outras aplicações Google ainda trazem a marca "beta" qualquer software web nunca sairá da versão de testes.

Alguns usuários ainda desconfiam de que com isso a Google tente se eximir de responsabilidades como suporte técnico ou ainda de ter que assumir falhas maiores descobertas em produtos, conforme noticiou o site Lifehacker.

O site AlleyInsider coloca panos quentes e afirma que pouco importa se estão em beta, já que produtos como Gmail e Google Docs são tão bons quanto qualquer um espera.

Magnet/Geek Central