Por que você precisa da estabilização

A estabilização de imagem está virando item de série em todas as compactas amadoras. E merecidamente! Ela reduz muito o número de imagens falhadas e tremidas, que é o maior problema das câmeras compactas, devido às suas lentes diminutas, à sensibilidade baixa e ao pequeno volume físico.

Por Mario Amaya

Nas digitais profissionais, a estabilização pode ser implantada no corpo da câmera (como é o caso de Sony e Pentax) ou individualmente em cada lente (nas demais marcas). Nas compactas, o mecanismo de estabilização é integrado ao sensor de imagem: micromotores acionados por um acelerômetro movimentam o sensor lateralmente, compensando os tremores da mão.

Em geral, os sistemas estabilizadores atualmente disponíveis melhoram a firmeza da sua câmera em até dois pontos. Traduzindo: permite fazer fotos estáveis em uma velocidade até quatro vezes mais lenta do que sem o recurso. Tradicionalmente, você nunca tentaria fazer fotos mais lentas do que 1/30 a 1/60 de segundo com a mão, sem tripé. Com a estabilização e uma mão bem firme, dá para obter fotos nítidas a 1/4 de segundo; com sorte e lente em grande-angular, até 1/2 segundo na mão é possível.

Mesmo com essa salvaguarda, porém, procure sempre apoiar-se em algo firme ou fixar a câmera em um tripé ao fazer fotos em condições de luz muito baixa.

A estabilização não gasta muita energia de sua bateria. É perfeitamente aceitável deixá-la acionada para sempre, até mesmo em dias ensolarados. As câmeras com zoom se beneficiam da estabilização também em situações de muita luz, já que o zoom amplifica os tremores da mão nas distâncias focais mais longas. A estabilização é absolutamente fundamental para que você tire proveito das câmeras com zoom muito potente, como de 10x ou mais.

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Publicado originalmente na edição 10 - agosto de 2008.