Bem na foto
Visitamos a empresa A3, uma das finalistas do concurso Extreme Makeover, e entrevistamos sua bela sócia, Nícia Martinelli. Veja o que encontramos por lá.
Por Henrique Cesar Ulbrich
Fotos de Hans Georg
Uma das empresas que participou do Extreme Makeover 2 foi a A3 Laboratório Fotográfico, situado no arborescente bairro dos Pinheiros em São Paulo. Especializada em serviços fotográficos e de impressão, a empresa consta no site da Kodak americana como um dos melhores laboratórios de todo o Brasil. Além da excelência em tratamento e reprodução (“revelação”) de fotos tanto em películas de filme quanto digitais, a A3 oferece serviços especializados de impressão – incluindo aí o que se chama Fineart, impressão a sete cores em papel de algodão de grandes dimensões. A excelência dos serviços rendeu à A3 o privilégio de ter um posto avançado dentro da toda-poderosa Editora Abril, uma de suas maiores clientes.
Numa ensolarada quinta-feira de outono fizemos uma “blitz” na A3 para ver como as coisas iam. Lá, fomos recebidos por Nícia Martinelli, uma das sócias, que nos mostrou a empresa e contou um pouco sobre como foi “entrar na faca”, desde a inscrição até o suporte pós-prêmio.
“Nós já éramos assinantes da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios. Por ela, havíamos acompanhado o que aconteceu na edição anterior do concurso. Quando a revista divulgou a edição 2 do Extreme Makeover, nos inscrevemos na hora”, conta Nícia, empolgada. “Preenchemos a ficha logo que a tivemos em mãos. Acreditei que tínhamos toda a chance de ganhar porque estávamos precisando. Nós queríamos fazer [uma remodelagem da parte de informática] mesmo, por nossa conta”. Entre 680 empresas, dez foram escolhidas – no meio delas a A3. Nícia conta que, não satisfeita com o dossiê que havia mandado, pegou os emails dos contato na revista e na Microsoft e enviou um adendo. “Faltou falar algumas coisas sobre a empresa”, conta. Ela acredita que esse foi um dos trunfos para a A3 ter sido escolhida.

Nícia Martinelli, do Laboratório Fotográfico A3: “A Microsoft foi 200%”.
No final da primeira triagem, baseada apenas nos dossiês, consultores de todas as empresas promotoras visitam os dez sobreviventes para uma bateria de entrevistas, inspeções e relatórios. “Fotografaram todo o lugar”, relata a empresária, com um olhar entre satisfeito pela conquista e ainda atônito com a correria daqueles dias. Na peneira final, três empresas ficaram – e, novamente, a A3 estava confirmada. “Eu estava na maior confiança que iríamos até o fim”, diz Nícia num misto de satisfação e alívio.
Após uma coleta inicial de dados, a Microsoft, o banco Itaú e a HP começaram a planejar junto com a A3 como seria a implementação e a configuração dos computadores e dos sistemas. E a empresa está muito satisfeita com o atendimento dispensado a ela. “A Microsoft foi 180%. Os caras são fantásticos. Tivemos toda assessoria possível. Até hoje temos abertura para entrar em contato. [O Extreme Makeover] criou uma relação de parceria entre nós que se prolongou para além do concurso. No meu Messenger eu tenho o Thiago Rigonatti [consultor de tecnologia para pequenas empresas da Microsoft e colaborador desta revista]. Não, não foi 180%, foi 200% mesmo”.
As necessidades de hardware da empresa são bastante particulares. Por trabalhar com imagens digitais e impressão em grandes formatos, a A3 usa impressoras e, principalmente scanners não muito ortodoxos. Para as duas estações de tratamento de imagem, a Microsoft preferiu manter o Windows XP rodando até que os drivers para esses periféricos estejam prontos. Todo o resto da empresa roda Windows Vista Business conectados a um servidor HP com o Windows Business Server 2003.

Estação de tratamento de imagens, o “mostro de duas cabeças” da A3.
Ao ser selecionada e ter seu modelo de negócios e fluxo de trabalho analisados pelos especialistas, foi traçado um plano de ação e definidas quais as necessidades mais prementes. Para a A3, isso se traduziu em um servidor HP, vários PCs de mesa e dois notebooks também HP (todos com Windows Vista Business), equipamento e fiação de rede com e sem fio, uma impressora laser, outra impressora de grande formato (para larguras de até um metro e dez e papel em bobina, que produz painéis sem limite de comprimento), uma impressora multifuncional e mais leitores de códigos de barras para o departamento financeiro pagar as contas via Internet com mais agilidade. O programa Bakline Empresa Plus do banco Itaú foi, inclusive, integrado ao sistema administrativo já existente na A3 e ambos foram integrados à Intranet, toda desenvolvida pela Microsoft. Nícia conta que “Baseado no que a gente queria, tudo foi resolvido num bate-bola entre o Thiago [Rigonatti, da Microsoft] e o Bruno Ferreira do Itaú, que sugeriram as melhores formas de usar as ferramentas que tínhamos à disposição”. E, no mesmo fôlego, dispara: “As tabelas dinâmicas do Excel são bárbaras”.
Antes do Extreme Makeover 2, a A3 tinha algumas dificuldades que amarravam o fluxo de trabalho e, com isso, dificultavam a expansão das atividades. Segundo a bela sócia da empresa, os dois maiores problemas, aliás relacionados entre si, eram a confiabilidade do backup e a pulverização dos arquivos. “Não possuíamos um servidor de arquivos. Usávamos uma máquina capenga como servidor e como estação de trabalho”. Apesar desse servidor improvisado possuir uma pasta compartilhada, a maioria dos arquivos ficava espalhada por todos os PCs da empresa – e devemos lembrar que, no caso da A3, arquivos digitais não são meros coadjuvantes administrativos mas sim o ponto central dos serviços da empresa.
O backup também era um pesadelo. Alguém tinha que reunir os arquivos espalhados e gravar tudo em CD. Como a tarefa é hercúlea, não era feita com a regularidade devida, alguns arquivos corriam o risco de ficar de fora e, o principal, CDs graváveis são frágeis e facilmente perdem dados. “Nosso sonho era ter um servidor dedicado para toda a parte de backup, preferencialmente em fita. Foi muito legal ver isso realizado”. Além do servidor, a HP forneceu uma unidade de fita DLT para todo o backup da empresa.

A HP forneceu um servidor robusto e uma unidade de fita DLT para backup.
A centralização e a maior confiabilidade do novo sistema traduziu-se em retorno rápido. Segundo a executiva, mais negócios foram fechados graças á agilidade que a empresa conseguiu depois da reforma cibernética. Cada funcionário tem sua pastas pessoal no servidor, protegida por senhas. As pastas administrativas e as de trabalho são liberadas apenas aos funcionários autorizados e também protegidas com senhas. “Pegamos um projeto novo muito legal por conta na nova organização. E a nossa Intranet é bárbara. A Microsoft a modificou para integrá-la aos sistemas que já tínhamos. Facilitou muito o trabalho”.
Os computadores administrativos e os notebooks dos sócios todos rodam Windows Vista Business. Embora sempre haja descontentes, no geral todos gostaram da nova “cara” do programa. A própria Nícia é uma entusiasta: “Eu me acostumei tanto com o Vista que quando pego outro [PC com Windows XP] já começo a sentir falta das buscas indexadas. Ah, e do Snipping Tool: fantástico.”
Perguntamos a Martinelli porque eles usam PCs num mercado que, supostamente, é dominado por Macs. A resposta veio num pé-de-vento: “Temos um Mac aqui, e é mais para ler arquivos e outras coisas que vêm de fora, mas nos damos melhor com os PCs. Nossa impressora [de grande formato] trabalha muito melhor com o Windows”. O menor custo e abundância de periféricos também foram lembrados pela empresária: “Quando você faz uma configuração boa no PC, a flexibilidade e confiabilidade são imbatíveis. E dá pra ter jogo de cintura. Se pifar um PC, você abre, tira o HD e enfia em outro PC. Se precisar comprar peça, encontra fácil na loja da esquina. Quando dá um pau no Mac é um esforço tremendo pra achar peças, conserto é caro e se queimar no fim de semana você tem que esperar até segunda para chamar alguém”.
No final da visita, perguntamos informalmente como ela estava se sentindo agora, com o Windows Vista, em relação ao seu fluxo pessoal de trabalho anterior. Bem humorada, Nícia nos disse: “Sabe que eu não sei? Me acostumei tanto a trabalhar com o Vista que nem sei dizer quais eram meus problemas antes”.
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Extreme Makeover: Reconstrução Total
Veja também:
Easy Going Turismo Receptivo: Uma Viagem
Publicado originalmente na edição Especial 2 - abril de 2008.
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